Diário de Viagem #2 (Parte 1) | Como chegar a Isla Negra

5.3.17


Se o primeiro dia de viagem é aquele que você começa a mudar o seu roteiro por conta dos imprevistos, o segundo dia é o que você finalmente pode experimentar o café da manhã do hostel uhuuul 😃 Gastronomia não foi um item essencial na nossa viagem, mas vou te contar que ficar hospedado em um lugar que sirva um bom café da manhã faz toda a diferença. 

HOSTAL PROVIDENCIA
Vimos a indicação do Hostal Providencia em dois blogs que gostamos bastante, o Vuou e o Apure Guria (que tem inclusive um post só sobre o Providencia com fotos e tudo mais). O Providencia é um hostel badalado em Santiago e está em uma localização excelente, perto de vários pontos turísticos e com fácil acesso ao metrô, e também oferece gratuidades em atividades noturnas para os hóspedes. Além disso, o café da manhã é muito bom, com frutas, ovos cozidos, pães, cereais, geleias etc.

Mas como nem tudo são flores... O chuveiro do meu quarto só tinha a temperatura banho de vulcão ou água de degelo e mudava de um para o outro sozinho; tivemos problemas com a devolução da taxa de USD 10 (ou $5.000 pesos) que se paga no check-in para receber a chave eletrônica; a nossa amiga brasileira teve as coisas retiradas do quarto de qualquer jeito mesmo tendo pago a diária extra; as camas do beliche de cima não tinham escada para subir e foi só virar o ventilador da parede para a gente que todo mundo no quarto começou a espirar. Enfim, prós e contras.


Com o café da manhã do Providencia aprovado, arrumamos as nossas mochilas e fomos em direção ao terminal rodoviário Alameda para pegar o ônibus para Isla Negra e passar o dia todo lá. Isla Negra é uma região litorânea localizada dentro da comuna de El Quisco e é também o nome da terceira casa - e a preferida - do poeta Pablo Neruda em Santiago. Nosso objetivo com esse passeio era visitar a fantástica casa-museu do poeta e colocar nossos pezinhhos pela primeira vez nas águas do Pacífico.

TERMINAL ALAMEDA
O terminal Alameda é uma estação rodoviária que pertence às duas maiores companhias de ônibus do Chile, a TurBus e a Pullman. Esse terminal tem conexão subterrânea direta com a estação de metrô 'Universidad de Santiago', então para chegar lá é só pegar a linha vermelha do metrô e descer na estação dita acima :)


ISLA NEGRA
Como chegar por conta própria (de ônibus)

Existem diversas agências de turismo que vendem o roteiro de Isla Negra, porém todas costumam cobrar um preço ridiculamente caro, coisa de mais $50.000 (uns R$ 240) e às vezes nem incluem almoço no pacote. Antes de viajar então, começamos a pesquisar como fazer esse roteiro por conta própria, de ônibus, e encontramos a informação dos ônibus do Terminal Alameda.

No terminal, fomos informadas que apenas a Pullman realiza o trajeto para Isla Negra, por meio de um parador que sai de hora em hora, custa $6.000 (ida) e passa por regiões como Casablanca, Algarrobo e El Quisco. O ônibus deixa umas duas quadras antes da ruazinha de terra que se pega para chegar à casa do Neruda (mas na real é só descer do ônibus e perguntar que todo mundo sabe informar como chegar). Ah, esse trajeto demora em torno de 2h (é loooonge). 

Na volta, em frente ao ponto onde o ônibus te deixa na ida, há uma loja da Pullman onde você pode comprar sua passagem de volta para o Terminal Alameda em Santiago por $5.000.


DIZEM AS MÁS LÍNGUAS
Que você pode pegar o ônibus da TurBus para El Quisco (que custa entre $3.000 a $4.000) e pedir ao motorista para descer na casa do Pablo Neruda. Vimos esse relato de um viajante na internet e de fato também vimos os ônibus da TurBus passando pela via principal de Isla Negra, mas sem parar. Você pode optar por essa opção, mas lembre-se de que na volta, perto da casa do Neruda, só existe realmente a loja da Pullman vendendo passagens de volta para Santiago. 

ANIMITAS
Esse trajeto rodoviário até Isla Negra nos permitiu ter nosso primeiro contato com uma tradição muito popular no Chile e até em outros países da América do Sul: as animitas. Elas são pequenos santuários em homenagem às vítimas de acidentes trágicos na estrada ou em espaços públicos e algumas se tornam tão famosas que acabam virando local de veneração. São como casinhas de cachorro enfeitadas, e a lenda diz que as famílias constroem uma animita para que a alma do falecido não fique vagando no meio da estrada.


Chegamos à Isla Negra já no começo da tarde e fomos direto para a praia ver o mar agitado do Pacífico. Como boa parte da costa está preenchida por grandes formações rochosas, Isla Negra não é um local muito fácil para banho de mar (sem falar na presença de placas de alertas de evacuação em caso de tsunami), mas há faixas de areia para tomar um solzinho de boas.


Fizemos um lanche ali mesmo de frente para o mar e depois seguimos para a fan-tás-ti-ca (aaaaaaa) casa-museu do Plabo Neruda, que fica para a Parte 2 dessa postagem. Aguardem!

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