[Resenha] O Primeiro Dia

13.2.14



No original "Le Premier Jour", escrito pelo francês Marc Levy, com 304 páginas e 
publicado no Brasil em 2012 pela Suma de Letras.

"Há dias que somam insignificâncias, dias dos quais por muito tempo nos 
lembramos, sem poder dizer exatamente o por quê." 



Keira é uma arqueóloga dedicada e apaixonada, seu maior sonho é descobrir o fóssil do primeiro ser humano a caminhar pela terra. Durante uma importante escavação na Etiópia, comandada por ela, uma tempestade de areia destrói o local e, sem apoio financeiro para continuar o trabalho, Keira é obrigada a retornar para França após 3 anos de trabalho no Vale do Omo. Sonhando em voltar para a Etiópia e para o jovem Harry, uma criança órfã etíope com quem ela cria fortes laços, Keira passa os dias tentando se reconectar com sua irmã e seus amigos franceses, procurando como retornar a Etiópia e ligada ao colar com o estranho pingente que o pequeno Harry lhe deu. A oportunidade de voltar ao Vale do Omo surge quando sua irmã a inscreve em um prêmio para pesquisa científica em Londres.

Adrian é um importante astrofísico da "Academia", ele passa uma longa temporada no deserto do Atacama, no Chile, estudando as astros e procurando pela resposta para sua dúvida de infância: Onde nasce a aurora? Ele busca pela primeira estrela a brilhar no céu, no nascimento do universo milênios atrás. Mas Adrian é traído pelo próprio corpo e o desgaste físico devido à altitude. Assim, ele é obrigado a retornar a Londres. Devido a problemas financeiros na "Academia", e com seu desejo de retornar ao Atacama, Adrian é intimado a apresentar seu projeto para um importante prêmio de pesquisa científica.



"Há dias que parecem feitos de pequenas conversas que acabam nos levando a tomar certas decisões." [pág. 201]

É em Londres, disputando o mesmo prêmio de pesquisa científica, que a vida de Keira e Adrian se cruza pela segunda vez, após 15 anos. Depois uma visita de Keira ao apartamento de Adrian, onde esquece o misterioso pingente, estranhos acontecimentos começam a acontecer na vida dos dois. Despertando não só o interesse amoroso de Adrian por Keira, mas também seu interesse científico, o casal embarca em uma jornada que os leva aos mais diferentes países e continentes, seguindo pistas tanto deixadas nas estrelas quanto enterradas no solo.






Antes de acrescentar meus comentários, preciso confessar uma coisa: eu nunca havia lido qualquer livro do Marc Levy, ainda que seja fã do filme "E Se Fosse Verdade..." (que pra quem não sabe o filme é baseado no primeiro livro dele). O que dizer depois experiência de ler O Primeiro Dia? Estou apaixonada.

Em O Primeiro Dia, Marc Levy nos mostra que as coisas nunca são somente o que parecem. Ás vezes elas parecem simples e sem qualquer importância, mas na verdade são de uma complexidade quase incompreensiva e de valor incalculável. As pessoas nem sempre pensam o que elas dizem, nem sempre elas são o que dizem ser.

Aos amantes de Arqueologia e Astronomia, como eu, o livro é um prato cheio. Levy não se prende ao romance como a maioria dos autores faz, ele existe e ele é importante, mas na minha opinião teve o mesmo destaque que os outros elementos, como os vários mistérios que vão sendo descobertos na jornada. O Primeiro Dia é como um jogo de seguir pistas e desvendar mistérios, o romance é o que amarra a história.

Mas não, a história não para por aí. O Primeiro Dia tem uma continuação (fiquem calmos, é apenas UMA continuação e não uma série de 300 livros), o livro A Primeira Noite, com o desfecho dessa incrível jornada de Keira e Adrian, em breve com resenha aqui no Bibliophiliarium, já que estou louca para começar a ler!

"Há dias que somam insignificâncias e deixam um vazio na alma, momentos de solidão de que vamos nos lembrar por muito, muito tempo." [pág. 147]

Resenha pela ex-colaboradora Carla Rodriguez :)

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4 Bilhetes

  1. Gostei muito da premissa do livro, e ainda mais por que fala um pouco de Arqueologia e Astronomia, coisas que eu amo, sempre fui fascinada por fosseis e estrelas <33
    E eu estou vendo que se eu for ler esse livro vou me apaixonar completamente pelo Adrian - ou eu estou errada? - !
    E as frases que você citou são lindas e nos fazem refletir - como todas as frases que eu amo e sou fascinada - !
    Carla, onde você comprou a Torre Eifel?! E a cabine telefonia? Preciso disso para viver em paz!
    Ah, e amei também a capa! É simples, mais parece que diz tudo sobre a história!
    Beijos!
    http://umavidachamadalivros.blogspot.com.br/

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    Respostas
    1. Não, Ellis, você está certíssima! O Adrian é encantador, um jeito determinado e sonhador ao mesmo tempo <3 Apaixonante! E todas essas frases de "reflexão" que eu coloquei como citação são exatamente do Adrian, então imagina só!? ; Ah, e elas ficam ainda mais bonitas dentro do contexto do livro, acredite.
      Sobre meus bibelôs: a Torre Eiffel veio mesmo de Paris, mas acho que se você for nessas lojinhas que vendem essas besteirinhas de turismo você consegue, e a cabine telefônica eu comprei em uma loja de fotografia aqui perto de casa, na verdade ela é um apontador :)
      Espero que você consiga achá-los por aí!
      Beeeijos!

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  2. Parece bastante bom o livro, fiquei com vontade de ler (apesar de estar querendo umas "férias" de assuntos científicos e acadêmicos, acho que você deve me entender, rsrsrs). Adorei a resenha e amei as fotos, principalmente por causa das miniaturas e do origami. Quem fez esse dinossauro fofíssimo?

    Beijos!
    http://fantasticosmundosdepapel.blogspot.com.br/

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    1. Pffff... Juliana! Não tem nada de biblio, então você não pode reclamar xD Assim que der te empresto o livro e te obrigo a ler!
      O origami eu comprei na Festa do Japão do ano passado, vamos na desse ano e eu te dou um T-Rex de presente /o/

      Beeeijos

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