[Resenha] Leviatã: A Missão Secreta

10.2.14



No original "Leviathan", escrito pelo estadunidense Scott Westerfeld, com 368 páginas 
e publicado no Brasil pela Galera Record

"Não há máscaras na guerra."



Aleksander Ferdinand é o príncipe do império Austro-Húngaro e acabou de ter os pais assassinados, o que causou o estopim para o início de uma guerra entre potências mekanistas e darwinistas. Alek pertence ao lado mekanista, cujas grandiosas máquinas a vapor são altamente destruidoras, e, na calada da noite, foge num Stormwalker junto de uma pequena tripulação, incluindo seu professor de esgrima, para chegar a um abrigo onde possa ficar protegido até o fim da guerra.

Já Deryn badass Sharp pertence ao lado darwinista e tem muito orgulho das criaturas híbridas geneticamente modificadas criadas a partir dos estudos de Charles Darwin. Para ficar ao lado do que ama – voar –, Deryn se finge de homem e entra para a Força Aérea Britânica como o aeronauta Dylan. Porém, no seu primeiro voo num aeromostro, após enfrentar uma tempestade, a garota é resgatada por uma enorme baleia-zepelim, o Leviatã, e acaba entrando para a sua tripulação.

Os mundos de Alek e Deryn se cruzam após um ataque aéreo pelas forças alemãs que força o Leviatã a pousar perigosamente bem perto de onde o príncipe Alek está escondido. Mas, unidos por um objetivo comum, os “garotos” percebem que uma improvável aliança pode juntar as duas vertentes e mudar o rumo da guerra.



“(...) Mas Alek o salvara da geladura. Talvez fosse assim que uma pessoa mantinha a sanidade na guerra: um punhado de atos nobres em meio ao caos.” [pág. 217]

Leviatã: A Missão Secreta é o primeiro volume de uma trilogia e pertence ao gênero steampunk, que mistura a tecnologia do passado e do futuro usando uma boa dose de vapor, engrenagens e chapéus-coco. Em sua nova série, Scott Westerfeld reconta a história da Primeira Guerra Mundial, misturando fatos reais com ficção, e o resultado se torna bastante agradável. 

Levando em conta que o gênero steampunk ainda não caiu no gosto do grande público e que à primeira vista todo o cenário pareça um tanto bizarro, Leviatã pode ser um livro que as pessoas passem direto na livraria ou que fiquem em dúvida se vale a pena comprá-lo, mesmo com toda a beleza do trabalho de capa. Uma pena, pois o livro é uma graça.



De dois em dois, os capítulos se intercalam entre os pontos de vista de Deryn e Alek, e a narração flui sem problemas. Aos poucos, o leitor é apresentado a personagens cativantes, diálogos e linguajares engraçados, criaturas darwinistas apaixonantes (como diria a Deryn: monstrinhos berrantes!), boas doses de aventuras elaboradas e um pouquinho de mistério. 

Além disso, para quem encontra dificuldade com o jargão steampunk, o livro conta com ilustrações no miolo e um belíssimo mapa colorido que juntos dão um melhor contorno às cenas. Definitivamente um trabalho magnífico e envolvente que te faz ouvir os roncos dos motores mesmo somente através das palavras. É uma daquelas histórias que, mesmo após ter acabado de ler, você já quer ler novamente. 

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7 Bilhetes

  1. LEVIATÃÃÃÃ! Adoro histórias que me fazem querer ler novamente. Tenho que ler um steampunk e acho que esse será o primeiro! Além disso essa capa é sensacional né Anelinda! Amei a resenha :)

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    1. Steampunk é amor e essa capa é sim divina! Tô louca pela continuação, mas vou esperar mais um pouco para não ficar ansiosa pelo terceiro que ainda não foi publicado no Brasil :x Sempre um prazer ter você por aqui, Gabidiva <3

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    2. O livro é lindo, sem contar na história super chamativa.
      Porém não sou de ler nada do gênero, quem sabe ele não seja o precursor de mais um gosto literário. :D
      Já li livros com o tipo de narrativa multi ponto de vista e acho muito legal pois da uma melhor visualização do que está se passando na leitura.
      Tá ai, vou ver se consigo ler ele. :D
      Beijos!
      Leitura Adentro - http://leituraadentro.blogspot.com -

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    3. Ahh, eu adoro steampunk, ainda não li nenhum livro que seja steampunk pesado mesmo, mas estou à procura de um >.< Para quem quer começar a se aventurar no steampunk, eu recomendo sempre os mais leves, tipo "Leviatã" mesmo :D
      Também adoro multi ponto de vista, especialmente quando a história tem dois ambientes ou mais, tipo Game of Thrones, fica mais fácil de acompanhar!

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  2. Venho querendo ler esse livro há muito tempo, mas tenho um certo receio em relação a escrita do Westerfeld (experiências ruins no passado) e também porque esse seria meu primeiro steampunk. Fico com medo da combinação não resultar em algo bom T_T

    Ótima resenha! xx

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    1. Bem, eu não curti "Feios" do Westerfeld, mas mesmo assim amei "Leviatã", são duas histórias bem diferentes e o autor deu um show de imaginação com o steampunk. Eu recomendo muito! <3
      xx

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  3. Oiee ^^
    Venho querendo ler esse livro há algum tempinho já, mas não consigo criar coragem para comprá-lo, principalmente porque já li um livro desse autor e não gostei muito.Ler a sua resenha me deixou mais animada, mas ainda vou esperar um pouco antes de comprá-lo :)
    MilkMilks
    http://shakedepalavras.blogspot.com.br

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