[Resenha] A Garota do Penhasco

9.1.14



No original "The girl on the cliff", escrito pela irlandesa Lucinda Riley, com 
528 páginas e publicado no Brasil pela Novo Conceito

"Essa sou eu. E vou lhe contar uma história. [...] Devo avisar que não sou profissional nisso. Na verdade, não consigo me lembrar de qual foi a última vez que escrevi sobre o papel 
com uma caneta. Veja bem, sempre me expressei com o corpo."



A Garota do Penhasco é um livro que alterna sua narrativa entre os dias atuais e o período durante e pós a Segunda Guerra Mundial, contando a história de duas famílias, os Lisle e os Ryan, que durante gerações viram seus caminhos se cruzarem, e de todas as vezes terminando de alguma forma trágica.

É um livro sobre amor, o mais puro e incondicional, sobre erros do passado e sobre reconstrução, mas também um livro sobre traição e egoísmo. A Garota do Penhasco não é um livro qualquer, é daqueles que a gente lê e sabe que nunca mais vai esquecer. Ele toca no coração da gente.



"[...] Era um tempo mais sombrio então, uma época em que se dava pouco valor à vida humana, quando a sobrevivência entre a maioria das pessoas era tudo por que alguém se esforçava. Gostaria de poder dizer que aprendemos nossa lição. Mas os humanos raramente olham para o passado, até cometerem os mesmos erros numa época em que suas opiniões são consideradas irrelevantes, quando são, aparentemente, velhos demais para entender os jovens. É por isso que a espécie permanecerá tão falha quanto mágica, assim como somos." 



Lucinda Riley, com sua cara de boneca de porcelana, esconde sua verdadeira face, uma face de crueldade com seus leitores, ou pelo menos foi assim que me senti lendo este livro. Não me entenda mal, é um livro lindo, Lucinda parece escrever poesia, mas tem tanta dor, tanto sofrimento, que algumas vezes eu precisei abandoná-lo e procurar algo divertido que me distraísse e me desligasse um pouco de toda aquela tristeza. É impossível não se apaixonar pelas protagonistas, mulheres sofredoras e, ainda sim fortes, doces e que quase sempre sofreram por amar demais os outros, por serem boas demais.

A Garota do Penhasco é um livro incrível, mas é um livro triste, ele faz a gente pensar e dar mais valor às pessoas que a gente tem por perto.

* Essa resenha foi originalmente publicada no blog Resumo de Letras. *

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7 Bilhetes

  1. Ae Carlinha! Finalmente uma postagem sua! A Lucinda Riley é irlandesa? Que legal, agora eu gosto mais dela! Brincadeira! Legal a resenha, mas como não estou com muito humor para livros tristes no momento, vou deixar passar esse ai.

    Abraços!

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    1. Ooi, Ju! Sim, a Lucinda é irlandesa e bailarina, olha que coisa linda? Mas sim, o livro é bem triste na minha opinião. Tem que estar numa vibe muito boa pra ler, mas vale a pena, pq a história é linda e a Lucinda sabe encantar com as palavras!

      Beeijos!

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  2. A Lucinda é bailarina? Que amor <3 A sua resenha me fez lembrar "A Cidade do Sol" do Hosseini, que é bastante triste, mas é lindo até a última pagina.

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    1. Eu tenho, mas nunca li "A Cidade do Sol" :( o mais próximo que consigo lembrar pra comparar com "A Garota do Penhasco" [de forma ilustrativa] é "A Menina Que Roubava Livros", mas como eu disse, é algo "próximo" ;)

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  3. Poxaa ver filme triste até rola, tipo "King Kong" ou "Olga", chorei horrores nos dois agora imagina ler um livro triste, o estado dele no final será o resultado de "Destrua esse diário"!!! hahaha

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    1. Tem que ler agarrada com a caixinha de lenço! Eu sou chorona, então quando não estava chorando por causa de algo triste, estava chorando por algo muito bonito. A Lucinda Riley escreve de forma muito delicada, mas ao mesmo tempo é muito intensa, seja na alegria ou na tristeza.

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  4. Oiee ^^
    Li A casa das orquídeas, da mesma autora, e ameei ♥ pelo visto, ambos livros tratam da Segunda Guerra Mundial (e guerras após) e de gerações. Acho que vou gostar desse livro, mas espero que seja tão bom quanto A casa...
    MilkMilks
    http://shakedepalavras.blogspot.com.br

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